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27

Abril

2º Conferência de Segurança de Alimentos inspirou participantes durante a Envase Brasil | Brasil Alimenta

As 11 palestras tiveram como objetivo apresentar as exigências e oportunidades do mercado

Transferir tecnologia, gerar aprendizado e inspirar os participantes a partir da experiência de 11 profissionais e empresas com práticas excelentes foram os principais objetivos da Conferência de Segurança de Alimentos, realizada nesta quarta-feira, 27 de abril, durante a Envase Brasil | Brasil Alimentos, que acontece no Pavilhão E do Parque de Evento, em Bento Gonçalves (RS). Na segunda edição da Conferência, o foco foi mostrar como atender aos requisitos do mercado e elevar a competitividade e a produtividade das empresas brasileiras.

Silvia Berenguer, diretora da Simpli – Inteligência em Gestão e coordenadora do evento,instigou os presentes com o questionamento ‘Estamos entendendo as exigências?’. Dessa forma, Silviaressaltou que o Brasil possui inúmeras oportunidades, mas, para isso, é preciso atender os requisitos para buscar seja o comércio local, para fornecer a empresas globais ou exportar. “Segurança de alimentos é segurança e isso se conquista por meio das normas e certificações”.

O gerente de Estratégia de Mercado da Apex Brasil, Leonardo Machado, tratou das oportunidades comerciais para alimentos e bebidas nos Estados Unidos. Machado explicou como é a cadeia varejista de alimentos dos EUA. “Se uma empresa está preparada para atender um mercado tão exigente quanto o americano pode buscar outras regiões tranquilamente. Trata-se de um mercado maduro, de mudança de hábitos alimentares, que demanda por qualidade”. A Apex apoia mais de 80 setores produtivos e 11 mil empresas.

A indagação se o Brasil está apto para atender as exigências da Global FoodSafetyIniciative(GFSI) partiu de Valéria Guerra, auditora líder da DNV GL. Valéria explicou que a GFSI visa estabelecer critérios de equivalência entre as normas de segurança de alimentos. “Trata-se de um certificado reconhecido por toda cadeia envolvida”, explicou.A auditora explicou que entre os desafios para atender as normas de GSFI estão a mudança de cultura das empresas e a consciência em todos os níveis da organização. Entre os benefícios, apontou que é colocar as empresas brasileiras no mesmo patamar de empresas internacionais. “Brasil já melhorou mas precisa avançar muito nesse sentido”.

Sérgio Konrad, diretor da Konrad Negócios, tratou das oportunidades da ecoeficiência e apresentou um estudo de caso em vinícolas.Konrad ressaltou que a ecoeficiência pode ser aplicada no processo de qualquer indústria.“A ecoeficiência é um conceito multidimensional e utiliza dois pilares: da economia e do meio ambiente”, ressaltou. O estudo de caso de duas vinícolas possibilitou demonstrar a ecoeficiência na extração do mosto de uva na safra de 2014. “A certificação ISO 14001 e a melhoria dos processos para empresas não certificadas podem ser atitudes que contribuem para a ecoeficiência e o resultado final é maior lucro”.

LinéiaEspíndula, salesspecialist da Totvs, abordou os ganhos ao gerir processos e documentos eletronicamente. “Nossa realidade é trabalharmos muito com ferramentas tecnológicas, com excesso de e-mails e correntes de e-mails, por exemplo. Hoje, tempo é dinheiro”.Linéia apresentou ferramentas ECM - GED que gerenciam documentos e reduzem o tempo na tramitação de documentos ou ainda evitam extravios, agilizam processos e reduzem custos. “A mobilidade é um comportamento não uma tecnologia. A ação de mobilidade acelera a mudança”.

A promotora de justiça do Ministério Público do RS, Carolina Vaz, trouxe para o eventoo tema“Direito do consumidor à segurança de alimentos e responsabilidade civil do fornecedor e apresentou o trabalho desenvolvido por meio do Programa Segurança Alimentar RS criado pelo Ministério Público e parceiros.“O poder público tem acompanhado a questão da segurança de alimentos cada vez mais de perto e temos trabalhado de forma preventiva em prol dos consumidores. Nas relações de consumo, inseridas na atual sociedade de risco, não devem existir lados diferentes, mas sim interesses convergentes”.

Nilson Gasconi, assessor de Soluções de Negócios da GS1 Brasil tratou da rastreabilidade como segurança do alimento e apresentou o estudo de caso do Melão Rei.“A rastreabilidade  reduzo impacto econômico, transmite segurança ao consumidor e é um cumprimento legal”.Gasconi citou o caso da empresa Itaueira, produtora do Melão Rei, que já utiliza e se beneficia da rastreabilidade.

O gerente de Desenvolvimento e Qualidade da Chandondo Brasil, Leandro Faccin, apresentou as ferramentas da qualidade no Sistema Integrado de Gestão ISO 9001 e ISO 22000 da Chandondo Brasil. Líder no mercado brasileiro em qualidade e quantidade no segmento de espumantes Super Premium, Faccin discorreu sobre os processos internos utilizados pela empresa, quecomeçou, em 2010, a implementar a gestão de ISO. Passados dois anos conquistou a certificação. “Se buscarmos implementar uma boa prática é importante identificar o retorno financeiro dessa ação, pois, do contrário, teremos o dobro de dificuldade para implementá-la”.

Roberta Mariot, engenheira de Alimentos, trouxe informações relevantes sobre o design higiênico de equipamentos, assim como vantagens, normas, legislações e exemplos.A engenheira informou aos participantes que o Brasil já possui anorma ABNT ISSO 14159:2010 com foco na segurança das máquinas e alertou que é preciso atentar para soldas, drenagens, bordas e materiais utilizados na fabricação de equipamentos. “O manual de instruções é fundamental porque é ele que vai dizer quais produtos utilizar, temperaturas adequadas e outros itens”.

O desenvolvimento, a construção e a fabricação de equipamentos que atendam aos padrões sanitários foi abordado por Cláudio Soave, engenheiro de Aplicação da Águia Inox. Soave abordou desde conceito, normas, materiais, superfícies e geometrias de um projeto sanitário. “Cada equipamento tem seu uso específico, dessa forma, é preciso atentar e focar no segmento desejado”.

Áurea Binz, fundadora e presidente da Foco Empreendedor, abordou os caminhos profissionais: empresas e pessoas contribuindo com uma educação empreendedora. Destacou que o Brasil precisa de educação empreendedora e os jovens precisam ir para o mercado focados. “Precisamos investir em mão de obra qualificada e, diante disso, criamos a ONG Foco Empreendedor, em Santa Cruz com o objetivo de transformar a vida desses jovens. Em cinco anos, a ONG atingiu 7,3 mil jovens.

Para obter mais informações sobre a Envase Brasil | Brasil Alimenta acesse www.envasebrasil.com.br

PROGRAMAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS DIAS

28 de abril
9h - 3º Encontro Latino-americano de Pymes Lácteas
10h – Assembleia da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe)
14h – Abertura dos pavilhões para visitação da Envase Brasil | Brasil Alimenta
14h30 – Envase Experience – Falando de Cerveja
16h - reunião mensal da Apilno espaço de Rodada de negócios
17h – Degustação temática com cervejas no espaço Queijos & Cia; Apresentação dos produtos Apil/RS a convidados dos setores de hotéis, bares, restaurantes, cozinhas industriais, supermercados e outros
21h – Encerramento da visitação aos pavilhões

29 de abril
9h – Gira técnica do 3º Encontro Latino-americano de Pymes Lácteas
14h – Abertura dos pavilhões para visitação da Envase Brasil | Brasil Alimenta
14h30 – Envase Experience – Falando de vinho espumante
17h – Degustação temática com espumante no espaço Queijos & Cia;Apresentação dos produtos Apil/RS a convidados dos setores de hotéis, bares, restaurantes, cozinhas industriais, supermercados e outros
21 – Encerramento da Envase Brasil | Brasil Alimenta 2016

Foto: Gilmar Gomes

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